Turbinas eólicas da multinacional Iberdrola.

Roubo elétrico

Temos direito à nossa soberania energética e a que cesse o espólio e roubo dos recursos da paróquia.

O preço da luz leva subido mais de 100% nos últimos 10 anos. Isto é: pagamos o duplo de luz hoje do que em 2004.
As empresas concessionárias de energia na paróquia podem estar bem contentas, pois maximizam-se os seus lucros graças à nossa ruína. A concessão da central eléctrica Salto de Vilacova, S.A., que começou em 1920, actualmente estendida até o ano 2061, tem uma produção anual de 3.440 Mwa/ano. Os dous aerogeradores existentes na paróquia produzem 5.100 Mwa/ano, com compensações económicas ridículas. A isto soma-se o novo projeto de central no rio Vila Cova, em Lesende, de Norvento Hidráulica, S.L.U. para uma produção semelhante à das Pías; assim como os planos de cogeneração eléctrica de FCC na planta de Sérvia, que pagamos com os quartos de todas. A produção eléctrica atual da paróquia é de 8.590 Mwa/ano e poderia ser em breve superior aos 12.000 Mwa/ano. Para ter uma ideia do que significa isto há que ter em conta os seguintes dados:

  • O consumo anual médio duma casa qualquer da paróquia de Vila Cova é de 3 Mwa/ano, o que significa que todos os fogares da paróquia consomem 300 Mwa/ano.
  • O excedente de produção energética da paróquia é actualmente de 8.290 Mwa/ano.
  • O preço do Mwa eólico no mercado é de 75/Mwa, de modo que esse excedente tem um valor de vários centos de milhares de euros, provavelmente mais de 600.000 euros/ano.

As comunidades vizinhais e paroquiais temos todos os entraves para levar adiante projetos de autoabastecimento elétrico.

As leis blindam este roubo elétrico. As paróquias e aldeias nas que se produzem estas ingentes quantidades de energia não têm qualquer poder de decisão sobre as concessões nem a capacidade para levarem adiante os aproveitamentos diretamente e usufruírem dos seus recursos naturais. Ameaça-se às aldeias com a expropriação ou diretamente expropriam-se. Os grandes grupos energéticos controlam o poder político e conseguem leis à medida das suas necessidades. Em comparação com os grandes grupos energéticos que contratam ex-políticos ou os compram diretamente, as comunidades vizinhais e paroquiais temos todos os entraves para levar adiante projetos de autoabastecimento elétrico, utilizando as velhas infraestruturas comunitárias como os moinhos hidráulicos ou novas tecnologias como a solar e a eólica.

Desde o Partido da Terra de Vila Cova queremos acabar com esses entraves à autoprodução e recuperar também para o âmbito de decisão paroquial e comunitário as concessões energéticas existentes e facilitar que tanto particulares como aldeias possam autoproduzir a energia que precisam vendendo à rede qualquer excesso. Temos direito à nossa soberania energética e a que cesse o espólio e roubo dos recursos da paróquia: todo megawátio produzido deve passar pela decisão soberana da comunidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>