A nossa paróquia pode autogovernar-se em assembleia gerindo os seus próprios orçamentos e decidindo sobre a sua aplicação.

Votar cada 4 anos? E se governasses ti cada dia?

E se nos governássemos nós sem depender dos políticos profissionais?

De vez em quando, os partidos de políticos profissionais andam detrás do teu voto com promessas para as nossas aldeias, para a nossa paróquia, ou para ti e os teus. Bem sabes onde acabam essas promessas…

Realmente é “democracia” votar cada 4 anos para que che governem outros às tuas costas? E se nos governássemos nós cada dia sem depender dos políticos profissionais? Como?

O Partido da Terra de Vila Cova forma parte duma mancomunidade de iniciativas locais que defendem o autogoverno comunitário. Está pensado como plataforma para que as comunidades poidamos intervir diretamente no governo municipal através de assembleias de aldeia ou paróquia (como as próprias comunidades de montes vizinhais). Só que sem ter que prestar obediência a um partido. O único partido é a nossa comunidade, as nossas aldeias e a nossa paróquia, e o programa é aquilo que a assembleia vizinhal decida.

O Partido da Terra de Vila Cova forma parte duma mancomunidade de iniciativas locais que defendem o autogoverno comunitário.

Se a paróquia de Vila Cova apoia a candidatura feita por e para ela, e coordenando-nos para fazer o mesmo nas outras paróquias de Lousame, podes estar certo de que estará no município com voz própria e capacidade de decidir.

Para garantir que as pessoas que resultem eleitas pola candidatura comunitária respondam ante a vizinhança, estas devem comprometer-se a:

  1. Votar e defender no município o que decidam os vizinhos em cada assembleia.
  2. Garantir, através de ordenaça municipal, a capacidade de decidir das aldeias e paróquias em todos os assuntos políticos.
  3. Renunciar a cobrar, pois levar ao município o decidido nas assembleias vizinhais nunca deve ser um trabalho remunerado. Trabalhar executando o mandato dos vizinhos é tarefa dos funcionários e técnicos municipais. As pessoas eleitas só deveriam ser compensadas economicamente por gastos de deslocamento ou, de ser absolutamente necessário, por horas subtraídas do próprio trabalho habitual de cada quem.

É isto possível?

Pois é. E há precedentes. Há mais de 100 municípios no Estado nos que todas as pessoas têm o estatuto de concelheiras simplesmente por serem vizinhas do lugar, e onde é a assembleia chamada “concelho aberto”, na que todos têm voz e voto, a que decide sobre os assuntos do município. Este tipo de autogoverno ativo, normal em países como a Suíça, tem profundas raízes históricas na nossa Terra e pode ser recuperada através dos passos que aqui se apresentam.

Porque todos somos políticos, desalojemos a política profissional de Vila Cova e Lousame!