Todos os post de Vila Cova

Renunciamos a subsídios e regalias eleitorais

A candidatura do partido da Terra de Lousame anuncia o seu compromisso ético e político de renunciar aos subsídios públicos por concelheiros eleitos e votos obtidos nas municipais, que neste ano se elevam a 270,9 euros por cada concelheiro eleito e a 54 cêntimos por cada voto obtido. A candidatura de Lousame solicitará que essa quantidade se destine a obras públicas e investimentos sociais nas paróquias de Lousame. Nas anteriores municipais, o PP de Lousame recebeu mais de 3.000 euros por esse conceito, ademais do subsídio de 22 cêntimos por cada carta de propaganda eleitoral enviada às nossas casas.

Esta medida é coerente com os estatutos do partido, que no seu artigo 4 estabelecem que se renunciará a qualquer subsídio derivado dos resultados eleitorais como medida para manter a sua plena independência. Para cumprir os estatutos, os concelheiros que resultem eleitos na candidatura de Lousame devem renunciar aos cobros por assistência a plenos, que em 2015 Teresa Villaverde fixou em 75 euros por pleno. “Todos os habitantes das paróquias de Lousame somos Políticas e devemos recuperar o poder de decidir”, polo que que cobrar por participar dos plenos resulta contraditório quando se defende um modelo de concelho aberto, no que concelheiros e concelheiras devemos ser todas.

A candidatura do partido da Terra de Lousame está a divulgar as suas propostas de forma criativa e voluntária, com um gasto que se reduziu a quase zero, preparando os materiais na casa e percorrendo os distintos lugares para informar diretamente a vizinhança. O custe total estará nos 50 euros, polo que pretender obter lucro com subsídios seria um despropósito.

Denúncias ante a Junta Eleitoral de Noia

A candidatura do partido da Terra de Lousame viu-se na obriga de realizar um novo escrito de denúncia ante a justiça eleitoral, por terem colocando tanto PP como PSOE carteis de propaganda eleitoral por todas as “marquesinas” de Lousame, algo que está proibido tanto pola Junta Eleitoral de Noia como pola Ley Orgánica del Régimen Electoral General que no seu artigo 53 estabelece que “desde la convocatoria de las elecciones hasta el inicio legal de la campaña, queda prohibida la realización de publicidad o propaganda electoral mediante carteles, soportes comerciales o inserciones en prensa“. Fai duas semanas denunciou-se igualmente a alcaidessa Teresa Villaverde por realizar a I Gala do Deporte de Lousame, incumprindo a legalidade, e polo que se espera que a Junta Eleitoral inicie expendiente sancionador.

Plano de apoio às Comunidades de Montes

Lousame destaca tanto polo seu elevado número de comunidades de montes em mão comum (33 em total), como polo número de habitantes que formam parte das casas comuneiras (70% do total) e polo território que ocupam (quase a metade da superfície do município: 43 km2). Aos montes declarados oficialmente como vizinhais há que acrescentar os que ainda ficam sem classificar e os que optaram por outras fórmulas jurídicas, como os montes de sócios ou comunidades de bens. Desta forma, a maior parte das aldeias de Lousame tem o seu próprio monte, o que significa um importante recurso e um grande potencial para o futuro.

Tendo isto em conta, para a candidatura do partido da Terra de Lousame é incompreensível como durante os anteriores governos municipais se desatenderam as comunidades, sendo um dos piares da economia local, particularmente para as pequenas economias domésticas. Por isso, há dous meses foram enviadas cartas a todas as comunidades para estabelecer quais devem ser as prioridades neste âmbito. Fruto desses contatos, Terra de Lousame apostará por criar um Gabinete Municipal de Apoio às Comunidades de Montes e ao Aproveitamento Florestal, dotada de pessoal técnico que assessore tanto a comunidades como a particulares e montes de sócios na gestão burocrática, na elaboração de planos de ordenação (agora obrigatórios) na solicitude de subsídios para a prevenção de incêndios e outros investimentos e no desenho de iniciativas coordenadas que criem emprego local.

Ainda que as comunidades de montes de maior tamanho e recursos tenhem frequentemente contratados estes serviços com gestores particulares, muitas das de tamanho reduzido ou sem ingressos regulares (por eólicos, venda de madeira, …) tenhem grande dificuldade para fazer frente a estes gastos, resultando no desaproveitamento do monte, perda de potencial de emprego e maior risco de abandono e incêndios. O apoio municipal procurará potenciar as Mancomunidades existentes e aproveitar experiências de sucesso doutros lugares em programas de aproveitamento dos recursos madeireiros, gandeiros, micológicos, apícolas, as castanhas, landras, nozes e outros frutos, as corticeiras, as resinas, as seivas, as plantas aromáticas e medicinais, etc.

Como parte da proposta e como resposta ao pedido de algumas comunidades, desde o partido da Terra de Lousame elaborou-se um novo modelo de estatutos de comunidades de montes que pode resultar instrumental para o seu impulso e que se pode consultar aqui: http://www.partidodaterra.net/comunidades-de-montes/ Está-se trabalhando ainda num Plano Municipal de Defensa contra Incêndios, que se fará público em breve, aproveitando os conselhos e críticas dos comuneiros de Lousame.

Candidatura das Terras de Lousame

Apresentamos as integrantes da candidatura Terras de Lousame para as municipais de maio de 2015, fruto do processo de primárias abertas. As integrantes da Candidatura assumem o princípio de que todas as vizinhas de Lousame somos Políticas, tendo apenas a responsabilidade adicional de servir gratuitamente como mensageiras entre o município e as assembleias das comunidades. Por isso, nas Terras de Lousame as assembleias mandam e a candidatura obedece.

Iolanda Mato Creo
Iolanda Mato Creo

Iolanda Mato Creo, de Paulos (30 anos) é vizinha de Frojám (Vila Cova), mãe e tradutora-intérprete juramentada. Licenciou-se em Tradução pola Universidade de Vigo e concluiu o Mestrado em Edição com uma tese sobre a dinamização da biblioteca escolar do CEIP Cernadas de Castro.

Ramón Servia
Ramón Servia

Ramón Servia, de García (34 anos) é de Cernande (Tállara) e traballa  na investigación e desenvolvemento de novos cultivos agrícolas na súa propia explotación, sendo enxeñeiro técnico agrícola. É un dos promotores do festival de cine rural de Roca, integrado na rede Cine Grande en Pequeno.

José Tubio Rodríguez
José Tubio Rodríguez

José Tubio Rodríguez (35 anos) é de Águas Santas (Rois) e casou para Lousame. Estudou engenharia florestal, engenharia de montes e direito. Trabalhou na exploração agrária familiar, como chefe de formação do centro de experimentação agrária de Becerreá e, atualmente, no ministério de administrações públicas.

Silvia Cao Tubío
Silvia Cao Tubío

Silvia Cao Tubío (25 anos) é da parroquia de Lesende. Formouse como técnica superior en paisaxismo e medio rural e quere continuar a vivir e traballar na e para a súa aldea (e non da política, nin en Noia). Ten interese na promoción do cultivo ecolóxico de plantas medicinais e nos remedios naturais.

Manuel Oliveira
Manuel Oliveira

Manuel Oliveira Vidal, de Rosa (36 anos) é de San Xusto de Toxos Outos. Como profesional autónomo traballa desde hai anos no setor da albanelaría. É unha persoa activa na parroquia onde vive, sendo co-partícipe e vice-presidente da xunta de goberno da Comunidade de Augas de San Xusto.

Eduardo Filgueira Canle
Eduardo Filgueira Canle

José Eduardo Filgueira Canle (38 anos) é de Saramagoso, na parroquia de Fruime. Traballa na rehabilitación de fachadas, pintura e outras obras. Como veciño, preocúpase do coidado e xestión das infraestruturas públicas no seu entorno, que deberían volver ao ámbito de decisión das comunidades.

Lucia Rodríguez Cao
Lucia Rodríguez Cao

Lucia Rodríguez Cao, de Cao (37 anos) é de Frojám (Vila Cova). Estudou magistério e puericultura é autora de três livros infantis, Joana e a Lua, Joana e a Rã da Branha Nova e O Luzecu, todos ambientados em Lousame. Trabalha cuidando crianças, incluindo a sua própria. Anteriormente trabalhou no Serviço de Prevenção de Incêndios.

Joám Evans Pim
Joám Evans Pim

Joám Evans Pim (31 anos) casou para Lousame sendo originariamente de Rianxo. Combina o cultivo ecológico de lúpulo e a elaboração de cerveja com a paternidade e o trabalho de assessor em saúde pública. É Licenciado em Antropologia e em Jornalismo e está a completar o doutoramento na Finlândia.

Luis Rey González
Luis Rey González

Luis Rey González (24 anos) é natural da parroquia de Hermedelo, en Rois, ainda que vive desde hai dezaseis anos en Aldea Grande de Lousame. Estudou no CPI Cernadas de Castro, gústalle a música, xogar ao fútbol e andar en bicicleta e valora especialmente realacionarse cos amigos e veciños.

José de Cao
José de Cao

José Rodríguez Cao, de Cao (41 anos) é de Frojám (Vila Cova) e trabalha no serviço de prevenção de incêndios forestais.  Formou-se como capataz agrícola no Centro de Experimentação Agroforestal de Sergude e tenta recuperar as diversas variedades tradicionais de Lousame para o seu cultivo ecológico.

Lousame Município Pós-petróleo

A candidatura das Terras de Lousame vem de adotar as medidas de política municipal para o decenso energético feitas públicas no portal “Municipios Pospetróleo” e preparadas pola Asociación Véspera de Nada por unha Galiza sen petróleo. O Partido da Terra de Lousame é uma das entidades que colaborou no Guia para o descenso enerxético, publicado por Véspera de Nada. As propostas que enumeramos a seguir adaptam-se à realidade do nosso município.

ECONOMÍA

Difundir o coñecemento da situación entre as empresas.

Dar charlas a empresas de nova creación e ás xa existentes, incluindo cooperativas, autónomos e comunidades de montes, sobre o Teito do Petróleo e as súas consecuencias, enfocándoas sobre todo nas consecuencias para os negocios e a economía local.

Dotar a Lousame de empresas preparadas para o Peak Oil

  • Promover a creación de empresas sustentábeis e resilientes mediante un programa específico. Apoiar iniciativas empresariais non dependentes do petróleo e que fornezan produtos ou servizos de primeira necesidade. Incorporar unha avaliación de sustentabilidade e resiliencia fronte ao Teito ao proceso de selección de empresas de nova creación asesoradas polas áreas de promoción económica do concello.
  • Fomentar a reconversión de empresas para reducir a súa dependencia directa ou indirecta do petróleo, e mesmo para reorientalas á produción de elementos vitais para a comunidade.
  • Elaborar unha guía para esa reconversión, crear un ponto focal municipal que facilite auditorías de dependencia e asesoramento para o proceso de adaptación, etc.
  • Promover a creación de cooperativas en cada parroquia, orientadas á satisfacción das necesidades dos seus habitantes e nas que traballen os propios veciños e veciñas.
  • Facilitar a reconversión de edificios infrautilizados como centros cooperativos para este tipo de proxectos económicos locais, que lles permitan compartir recursos e aforro en consumos (de enerxía, comunicacións, etc.).

Axudar a construír o novo mercado relocalizado

  • Fomentar a reorientación das empresas produtivas cara ao consumo local e das áreas próximas.
  • Apoiar proxectos empresariais que fornezan produtos substitutivos aos importados.
  • Favorecer a creación de empresas de servizos que non impliquen elevados consumos materiais e de enerxía.
  • Revisar a política de compras municipais dándolle prioridade ao abastecemento en mercados e produtores locais. Apoio ás redes locais de distribución de alimentos, así como ás cooperativas de consumo ecolóxico e local.
  • Reforzar o comercio de proximidade, sobre todo o alimentar e de produtos de primeira necesidade. Contribuír ao estabelecemento de redes locais de subministración. Asegurar a subministración local de alimentos á poboación debe ser a prioridade absoluta do goberno, e pode axudar a ela de múltiples maneiras.
  • Fomentar a creación de pequenas granxas, hortas e viveiros ecolóxicos xestionadas por colectivos sociais e comunidades de montes, destinadas ao autoabastecemento.
  • En todas aquelas medidas nas que se traballe con fontes locais e resilientes, cuantificar o aforro para o municipio (e para a veciñanza) que implica usaren esas fontes, como medio para demostrar que as medidas melloran de facto a economía do municipio nesta época de dificultades.
  • Fomentar a integración das persoas en situación de desemprego —sobre todo as de longa duración— en novos oficios e servizos para a resiliencia. Ofrecer incentivos para a recuperación de oficios que impliquen reparación, mantemento e reciclaxe local de materiais usados. Integrar os puntos limpos do municipio con estes servizos.
  • Crear a marca e etiqueta “Feito n Lousame” que visualice a produción local, tanto internamente como de cara ao exterior, e que ao tempo que axude aos veciños a apoiar os produtos locais, proxecte no exterior unha imaxe de calidade e produción sustentábel.

Poñer en marcha alternativas á moeda oficial

  • Crear unha moeda complementaria local amparada polo concello coa colaboración dos comercios, empresas, autónomos, asociacións e comunidades de montes. Ofrecer como referencia lexitimadora outras moedas locais que levan tempo funcionando.
  • Defender a súa contribución para fornecer liquidez (por exemplo cun sistema de crédito mutuo) a empresas con capacidade produtiva pero escasas de financiamento e/ou para financiar iniciativas comunitarias de transición.
  • Crear un banco de tempo municipal de amplo alcance, complementario coa moeda local. Defender os seus beneficios sobre todo para axudar a persoas desempregadas, xubiladas, estudantes, etc.

Crear unha entidade financeira local

Estudar a creación dun banco ou caixa de aforros municipal, cooperativa de crédito ou institución semellante, que apoie a economía local, por exemplo mediante a concesión de créditos (baseados no aforro local) a iniciativas que faciliten a transición a unha economía relocalizada e pospetróleo. Unha das normas desta entidade sería que os aforros das persoas de Lousame serían unicamente prestados a iniciativas das sete parroquias. Estes créditos poden ser concedidos a baixas ou nulas taxas de xuro, e mesmo ser concedidos en moeda local, se esta se estabelecer. Ao non cobrarlles xuros (ou seren estes moi baixos) ás persoas e entidades ás que lles concedese créditos, tampouco podería esta entidade pagar xuros á xente que deposite nela os aforros e, xa que logo, o interese destes depósitos sería indirecto, ao permitir fortalecer e dinamizar a economía local en beneficio de toda a veciñanza. O control e goberno desta entidade (por exemplo a decisión de a que proxectos concede crédito), deberían ser locais e democráticos, o cal sería outro incentivo para as persoas lle confiaren os seus aforros.

Esta entidade debería incluír —ou colaborar con— unha comisión de estudos con participación veciñal que analizase a viabilidade dos proxectos que solicitan crédito, e que proactivamente detectase áreas nas que a liquidez abandona a localidade, así como servizos e produtos esenciais que actualmente hai que importar e que puidesen ser ofrecidos localmente para promover a creación de empresas ou proxectos que se ocupasen desas necesidades, preferentemente a cargo de persoas actualmente sen emprego. Tamén sería interesante que se ocupase ou promovese actividades de formación e de reciclaxe profesional nesa mesma liña.

Revisar o investimento público previsto

Revisar todos os planos de investimento público municipal baixo un escenario permanente de petróleo caro.

Fomentar a autosuficiencia enerxética de Lousame

  • Analizar as necesidades de electricidade (e outras modalidades de consumo enerxético) no municipio e as fontes dispoñíbeis localmente.
  • Estudar a creación dunha empresa municipal de electricidade.
  • Fomentar economicamente e burocraticamente a xeración eléctrica para autoconsumo, tanto de familias como de empresas e comunidades de montes.
  • Promover a uso compartido de maquinarias e vehículos, sobre todo os de uso agrícola (tractores, apeiros, etc.).

URBANISMO E VIVENDA

Revisar a normativa urbanística en clave de Peak Oil

  • Achegar os servizos administrativos e sociais a todas as parroquias.
  • Avanzar para un modelo no que todos os habitantes poidan residir, traballar, comprar e ter espazos de lecer na propia parroquia ou nas contiguas.
  • Fomentar a instalación de paneis solares nos edificios, miniturbinas eólicas e outros sistemas de autoabastecemento enerxético. Procurar que se faga por medio de empresas locais que traballen neste sector e con moeda local.
  • Promover o illamento das vivendas, o seu aproveitamento solar pasivo e penalizar o seu consumo enerxético.
  • Promover a reocupación das aldeas: alugueiro de casas baleiras, incentivos á restauración, etc.
  • Revisar os PXOM para procurar que non se constrúa nas mellores terras para cultivo de Lousame, cualificándoas con algunha protección.
  • Revisar en profundidade toda a normativa para que non dificulten o dereito das persoas a cultivar o seu alimento, protexer os bosques, dispoñeren de vivenda ou obteren auga.

Ampliar e redefinir a paisaxe verde

  • Realizar un mapa completo de todas as parcelas de terra dispoñíbeis no municipio . Crear un servizo de acceso á terra.
  • Aumentar o seu número e extensión ou facilitar o seu aproveitamento por cooperativas e comunidades de montes.
  • Fomentar a agricultura ecolóxica mediante campañas, cursos, incentivos diversos, cesión de espazos (terreos) e apeiros, sementes, etc.
  • Aproveitar fincas non utilizadas (públicas ou privadas) para a creación de hortas de experimentación e viveiros comunitarios ou escolares.

Reformas para o aforro e eficiencia enerxéticos e de recursos

  • Aplicar reformas bioclimáticas e de eficiencia enerxética aos edificios de titulariedade municipal.
  • Implantar sistemas de tratamento de residuos sólidos e de augas residuais que sexan realmente sustentábeis e autosuficientes. Aproveitar o residuo seco obtido tras o tratamento de augas residuais para a agricultura.
  • Compostar e reciclar ao máximo, estabelecendo unidades de procesamento comunitarias dedicadas a esta función. Promover a compostaxe individual, comunitaria e local de todos os residuos orgánicos que se produzan no municipio e o emprego do compost así obtido na produción local de alimentos.
  • Promover a creación de servizos comunitarios en cada parroquia ou nas diversas aldeas para reducir o consumo enerxético particular, por exemplo.

Facilitar a conformación de ecoaldeas, aldeas solares e outros proxectos demostrativos de utilidade para a transición

  • Poñer todas as facilidades posíbeis á creación de núcleos pioneiros que demostren modos de vida sen petróleo, co obxectivo de seren centros difusores que contribúan a acelerar a transformación do resto do lugares do concello.
  • Promover a creación de un Centro Municipal para a Resiliencia e Permacultura realizando labores de investigación e formación.
  • Apoiar a creación de granxas e viveiros de produción agro-gandeiro-forestal ecolóxicas que realicen labores de formación e difusión deste tipo de técnicas. Difundir desde o concello todo tipo de prácticas sustentábeis nestes sectores.

Dispoñer un plan de acollida de retornados e inmigrantes

Dado que é previsíbel que Lousame comece a recibir co tempo persoas que abandonan as cidades, moitas delas con raíces no municipio, e mesmo persoas procedentes doutras comunidades autónomas ou países, cumpriría dispoñer anticipadamente un plan para a súa acollida e integración, pondo ao seu dispor edificios municipais infrautilizados e creando un banco de casas desocupadas para o seu aluguer social.

TRANSPORTE

Desincentivar o uso do coche privado e favorecer outros medios de transporte

  • Facilitar sistemas de uso compartido de vehículos privados.
  • Promover o uso da bicicleta e dos sistemas de transporte de tración animal, creando ou adaptando as infraestruturas necesarias para que sexan máis prácticos.
  • Dar prioridade na planificación do uso do solo e dos sistemas de transporte, así como no seu financiamento, aos peóns, aos ciclistas e ás cabalarías.

Aumentar o número e frecuencia do transporte público así como a súa eficiencia.

  • Crear un sistema optimizado de transporte público que dé servizo a todas parroquias, conectándoas coas vilas próximas e coa nova estación de tren da Escravitude, facéndoo gratuíto ou case gratuíto aos colectivos máis desfavorecidos.
  • Facilitar a adaptación destes autobuses para funcionaren con aceite reciclado. Promover unha rede de recollida de aceite usado doméstico, nos negocios de restauración, comedores escolares, industriais, etc., para reciclalo nunha planta local que abastecería estes buses.
  • Facer un estudo para avaliar a posíbel eficiencia enerxética dun sistema de microbuses baixo demanda complementario ás liñas permanentes. Estudar en cada liña e horario se é máis eficiente a substitución de buses por microbuses máis frecuentes.

FISCALIDADE

Política fiscal para a transición enerxética.

  • Revisar todos os tributos municipais para penalizar aquelas actividades que obstaculicen a transición enerxética, e rebaixando ou anulando as taxas a aquelas que a favorezan.
  • Favorecer fiscalmente as empresas que faciliten o teletraballo evitando o desprazamento dos seus traballadores. Facer de Lousame un concello amigo do teletraballo, tando facilidades para que se establezan nel empresas que contraten traballadores locais nesta modalidade.
  • Favorecer fiscalmente o alugueiro e uso compartido de equipamento como alternativa á venda, e para favorecer a ampliación da vida útil dos produtos e maquinaria.

Apoiar fiscalmente a economía local.

  • Aceptar pagamento dos impostos municipais na moeda complementaria municipal.
  • Reducir a fiscalidade aos comercios de proximidade e pequenas tendas existentes, sobre todo de alimentación e produtos necesarios, creando se for necesario un economato municipal para dar servizo a todas as parroquias.
  • Promover campañas a favor do comercio local. Fomento dun cambio cultural con respecto ao consumo.

DIFUSIÓN, CONCIENCIACIÓN E OUTRAS MEDIDAS

Difundir o problema e todo o preciso para o cambio social.

  • Facer reunións o antes posíbel con todas as asociacións, empresas, comunidades de montes, centros de ensino, etc., explicando claramente os posíbeis escenarios aos que se enfrontarán. Facer unha moción pública sobre o asunto, marco para todas as actuacións aquí suxeridas e outras que houber.
  • Colaborar activamente para que se realicen charlas, xornadas, actividades formativas, actividades escolares, proxeccións de documentais, debates públicos, publicacións, etc., sobre os seguintes temas:
      1. O Teito do Petróleo.
      2. O aforro enerxético.
      3. A resiliencia comunitaria.
      4. Habilidades útiles nun mundo sen petróleo.
      5. Agricultura natural/ecolóxica/tradicional.
      6. Permacultura.
      7. Decrecemento.
      8. Autoprodución e conservación de alimentos.
      9. Compostaxe caseira.
      10. Alimentos silvestres da localidade.
      11. Outros aproveitamentos útiles das plantas locais (para tinguiduras, fitoterapia, xabón, etc.).
      12. Manexo axeitado e substitución de tóxicos no fogar, etc.

Fomentar a cultura de compartir vs. propiedade individual.

Fomentar a cultura de que só é preciso posuír aquilo que é verdadeiramente persoal, e que o resto é máis eficiente compartilo (bens comunitarios) mediante aluguer e outros sistemas.

Fomentar a autoxestión.

  • Promover através de ordenanzas específicas o autogoberno parroquial, a autoxestión das comunidades, a democracia directa asamblear e todas as metodoloxías de utilidade para facilitar que todas as parroquias e aldeas poidan tomar nas súas mans os seus propios asuntos, dunha maneira coordinada.
  • Facilitar a creación e o financiamento das iniciativas e organizacións de base social e comunitaria (veciñal, comuneira, parroquial, etc.) cuxo obxectivo sexa aumentar a resiliencia da comunidade e poñer en marcha a transición pospetróleo.

Crear un marco e un local de referencia para todas as medidas.

  • Crear un punto focal municipal permanente sobre estas cuestións, a modo de granxa-escola, centro de experimentación e difusión, centro de demostración de técnicas sustentábeis, etc. Preferibelmente localizado nalgún espazo xa existente e infrautilizado e integrando no seu funcionamento os centros sociais das sete parroquias. Crearse unha Axencia Municipal para a Transición Enerxética.
  • Unirse á rede de Cidades en Transición (Transition Towns).
  • Adoptar o Oil Depletion Protocol.

Defender a soberanía/autosuficiencia alimentar do municipio.

  • Declarar Lousame zona libre de transxénicos: prohibición dos transxénicos para conservación da biodiversidade e a independencia de empresas e insumos de fóra.
  • Crear un banco municipal de alimentos e produtos de primeira necesidade. Os alimentos deberían vir preferentemente das hortas locais, particulares ou comunitarias, e dos excedentes das empresas de alimentación locais.
  • Crear un banco de terra para poñer en contacto a propietarios de fincas potencialmente produtivas e a persoas interesadas na produción hortícola ou agrícola pero que non dispoñan de terra suficiente.
  • Crear comedores sociais para que as persoas que non teñan recursos se poidan alimentar, dotados con alimentos procedentes da localidade. Podería funcionar de xeito voluntario e a base de doazóns ou ben integrarse no sistema de moeda local, aceptándoa como pagamento polas comidas e pagando con ela ás explotacións agrícolas locais e tendas que fornecesen alimentos. Despois, estes produtores e comercios poderían pagar con ela ás propias persoas necesitadas a cambio de axudas esporádicas nos seus negocios.
  • Crear un matadoiro municipal e centros públicos de procesado de alimentos para poñer a disposición dos cidadáns aparellos para a esterilización e a fabricación de conservas de diverso tipo.

Crear seguranza non dependente do petróleo.

Crear unha Guarda Rural Municipal, incluindo unha unidade ecuestre como as que existen noutras localidades.

Fomentar a eliminación temperá de residuos domésticos perigosos.

Debido ás dúbidas acerca da futura capacidade dos concellos para se faceren cargo da axeitada recollida e tratamento dos diversos tipos de residuos domésticos de carácter tóxico (vid. Liberar o noso lar de contaminantes de alto perigo), cómpre promover unha erradicación precoz de todos estes elementos das casas para minimizar a súa xeración en forma de residuos no futuro, cos conseguintes riscos que podería supoñer de contaminación ambiental e para a saúde do conxunto de veciños e veciñas. Promover campañas de educación e concienciación cidadás sobre este tipo de elementos tóxicos presentes nos fogares e para a súa eliminación ou substitución por outros non tóxicos.

Descentralizar o lecer.

Espallar polas parroquias as actividades de lecer, e poñer en marcha no propio municipio actividades de lecer que faciliten que a xente non teña que desprazarse fóra para asistir a concertos, filmes, festas, obras de teatro, e calquera outro tipo de actividade cultural, deportiva ou de lecer. Aumentar a oferta e diversidade de actividades de lecer.

Fusionar ou desagregar?

Por Iolanda Mato Creo e Joám Evans Pim

Quando propõem a fusão municipal, em nenhum caso pretendem que esta seja acompanhada de um processo de descentralização real do poder de decisão política.

O quê têm em comum o Secretário de Organização do PPdG e alcaide de Lalim José Crespo, o Co-vozeiro de Anova, alcaide de Teu e candidato à alcaidia de Compostela Martinho Noriega (numa lista apoiada também por Podemos, IU e Equo), os coordenadores do PSOE da Crunha e Arteijo, os responsáveis de UPyD em Ferrol e Narão, os do BNG em Alfoz e Valadouro ou o candidato de C21 em Tui Carlos V. Padim? Tic, tac, tic, tac, … Simples: todos eles apoiam a fusão de municípios seguindo a doutrina estabelecida polo Partido Popular na sua demolidora “Lei de racionalización y sostenibilidad de la Administración Local” que, entre outras cousas, tornou papel molhado as atribuições galegas sobre o reconhecimento da personalidade jurídica das nossas paróquias.

Afirmamos que praticam o seguidismo da doutrina do PP porque, todos eles, quando propõem a fusão municipal, em nenhum caso pretendem que esta seja acompanhada de um processo de descentralização real do poder de decisão política, para que volte aos âmbitos mais próximos às pessoas: paróquias e bairros. Em todos os casos, a proposta implica criar municípios maiores em extensão e população, mantendo estruturas idênticas dominadas por gestores/políticos-profissionais, ao serviço dos seus próprios aparatos partidários e adaptadas à nova escala de salários em função do número de habitantes que estabelece a lei do PP que tomará efeito depois das eleições maio. O resultado: um afastamento ainda maior dos centros de decisão e uns municípios cada vez mais impermeáveis frente aos âmbitos de auto-organização vizinhal.

Os discursos públicos para justificar esta medida deixam-se em evidência a sim próprios. Vejamos alguns. Em março, UPyD apresentou uma ambiciosa “Propuesta de Reorganización Municipal de Galicia” reduzindo o número de municípios a 70, seguindo, segundo indicam, exemplos como o do Reino Unido ou Portugal. Também a proposta de C21 para agrupar cinco municípios do Rosal e da Lourinha citava esses dous países: “Portugal, con máis do triple de extensión territorial e case catro veces máis de poboación ten 308 municipios, o Reino Unido ten 406 con máis poboación que España”. Esquecem em ambos os dous casos que só na Inglaterra há mais de 10.000 concelhos paroquiais nos que participam gratuitamente 80.000 concelheiros e nos que anualmente as decisões mais importantes, incluindo os orçamentos, são tomadas na assembleia aberta de toda a vizinhança. Nos últimos anos eliminaram-se as limitações às atribuições destes entes e, como consequência, tanto o seu número como a participação vem aumentando significativamente. No caso de Portugal, existiam até a redução imposta pola Troika em 2013 mais de 4.000 juntas de freguesia, com atribuições consideráveis, embora com um modelo no que a democracia direta assemblear é a exceção e não a regra.

Em Portugal ou Inglaterra existe uma capa adicional de autogoverno vinculado ao entorno imediato e às necessidades das populações que se corresponde às comunidades reais.

Se países como Portugal ou Inglaterra podem ter, proporcionalmente, um menor número de municípios é porque, especialmente no rural, existe uma capa adicional de autogoverno vinculado ao entorno imediato e às necessidades das populações que se corresponde às comunidades reais. Dentro do estado espanhol, acontece algo similar no território de Araba onde, por debaixo do nível municipal, existem 335 “kontzejuak” que, com a exceção de 17 deles, funcionam sob o regime de concelho aberto, isto é, onde é a vizinhança em assembleia a que toma todas as decisões durante o tempo todo. Pretender, como os elementos citados no primeiro parágrafo, fusionar municípios sem antes desenvolver a capacidade de autogoverno às comunidades é uma tentativa de manter e incrementar o controlo que os quadros de políticos profissionais exercem sobre uns recursos públicos cada vez mais reduzidos, garantindo a sua própria subsistência como grupo profissional e as próprias redes clientelares que sustenta toda a sua trama.

A desesperação é evidente e generalizada. No fim de fevereiro, o Secretário Geral do PPdG afirmava: “La fusión de municipios debe ser por decreto, de arriba a abajo (…) Si en Galicia dejáramos a la voluntad de las personas este tema, lejos de fusionar municipios habría más segregaciones.” A frase ilustra perfeitamente a situação: por uma parte, a imperiosa necessidade para os vivedores da política de fusionar a qualquer custo para manter os seus privilégios e, por outra, a perceção de que, dous séculos após a introdução de algo tão alheio como os municípios espanhóis, e usando as palavras de Cuevilhas (1936), “a freguesia, autêntica molécula social do nosso campo, continua em pé e em estado de que o seu alento vital possa ser recolhido e enraizado numa legislação concordante com o jeito dispersivo em que se distribui a nossa população”.

O interesse real é o de manter o controle e a sucção numa administração cada vez mais achicada economicamente.

É curioso que mesmo um candidato a alcaide que enche o papo de “radicalidade democrática” e mesmo se revê a si próprio na figura de Ângelo Casal, tenha esquecido de jeito tão fulminante os principais princípios do galeguismo político da época: concelhos paroquiais autogovernados através de democracia direta assemblear. Não só não moveu um dedo nos últimos oito anos para aplicar em Teu um programa de descentralização política que colocasse o poder de decisão nas mãos da vizinhança (e, lembremos, é legalmente possível mesmo dentro das limitações do atual quadro) mas propõe agora a hipótese de fusionar Ames, Compostela e Teu, sem questionar um modo de gestão que ele mesmo adotou sem fissuras durante duas legislaturas. Na verdade, não deveria surpreender, pois debaixo do chapéu achamos um governo onde para além de uma dedicação “exclusiva” do alcaide (ao seu partido, isto é) de 44.769 €/ano, a vizinhança deve acarretar com outras quatro dedicações “exclusivas” adicionais de 36.464 €/ano e mais duas livre-designações de 28.479 €/ano, sem contar “indemnizações” por assistência a plenários de 121 € entre outras regalias. Haverá quem justifique isto, mas dificilmente achará nenhum município galego de população similar que deva carregar com tamanha cruz de “política profissional”.

Mesmo que as propostas de fusão se justifiquem em nome da “racionalización y sostenibilidad”, como reza a lei do PP, ou, no caso do nacionalismo autonomista, numa pretensa vontade de reconstruir as comarcas através da agregação de municípios, é óbvio que o interesse real é o de manter o controle e a sucção numa administração cada vez mais achicada economicamente. O principal motivo da negativa de assumir um processo de descentralização do poder de decisão como contraparte a qualquer processo de reordenação municipal é o pânico da classe de “políticos profissionais” a perder o monopólio sobre a Política. Isto porque mesmo as relíquias e versões adulteradas do espaço de decisão assemblear representam uma concretização do antagonismo entre autogoverno e representação, entre política profissional e soberania real exercida diretamente no dia-a-dia.

No entanto, se alcaides como o de Teu (e tantos outros que aspiram a dominar os aparatos burocráticos dos “mega-untamientos” que têm no alvo) tomaram o tempo de considerar, indo além do eleitoralismo, as necessidades sociais e políticas que o cenário de descenso energético irá supor para as populações (lembre-se que Noriega é um dos alcaides que prefacia o Guia para o descenso enerxético), melhor fariam procurando o jeito de “desagregar”, polo menos em termos de capacidade decisória, todas as paróquias dos seus municípios, permitindo-lhes o autogoverno que precisam para caminhar para a resiliência, do que lucubrando novos mega-municípios e grandes áreas metropolitanas que só poderão servir como instrumentos de extração e dominação. É tempo de por a balocas!

Carta Aberta a Teresa Villaverde

Prezada Teresa Villaverde:

Esta semana recebemos com grande alívio a sua entrevista televisiva (e citada noutros periódicos) na que afirmava preferir retirar-se da política antes de ver Lousame fusionado no município de Noia. Como pode imaginar, todos estes anos de silêncio pola sua parte e pola do seu predecessor no cargo, que agora se apresenta à alcaidia de Noia, mantivo-nos preocupados a bastantes vizinhos de Lousame. É de agradecer que agora, a duas semanas de se convocarem as municipais, se sincere conosco e nos tranquilize. No entanto, quedamos com certas dúvidas que queremos compartir publicamente e que talvez nos poida aclarar.

  1. Na notícia assegura que é desde o município de Noia onde se está a “barallar dende fai xa uns meses” a possibilidade de fusionar as duas entidades. No entanto, Rafael Guerrero nada tem dito (publicamente) sobre o assunto desde as suas conversas com Santiago Freire em 2012. Poderia explicar o quê se tem feito ou dito desde Noia nos últimos meses?
  2. Fusionar é sempre cousa de dous. Botamos em falta que nos aclare o ponto de vista do seu colega Santiago Freire, que agora se apresenta às municipais por Noia e que no seu dia manifestou que o processo “pode que acabe dando-se” e que “teria que figurar nos programas eleitorais”. Retirará-se Santiago da política antes de fusionar Noia e Lousame? Levará o PP os processos de fusionar municípios no seu programa?
  3. Em 2012 produziram-se conversas entre Santiago Freire e Rafael Guerrero para fusionar os dous municípios. Quando nos manifestamos e pedimos que se explicara o que havia na mesa a resposta foi silêncio. Tem pensado aclarar publicamente, antes de acabar a legislatura, em que consistiram aquelas conversas? Está relacionada a candidatura de Santiago Freire à alcaidia de Noia com a falta de acordo naquela altura?
  4. Insiste que “a palabra fusión non existe para Teresa Villaverde nin para o grupo que a acompaña“. Isto contrasta com as ideias dos principais cargos do seu partido, expressadas publicamente nos últimos meses. Por exemplo, o 22/02/2015 o Secretario de Organización do PPdG dizia: “La fusión de municipios debe ser por decreto, de arriba a abajo (…) Si en Galicia dejáramos a la voluntad de las personas este tema, lejos de fusionar municipios habría más segregaciones.” Concorda com o Secretário de Organización do PPdG José Crespo?
  5. Pouco antes, o 6/07/2014, o Secretario Provincial do seu partido e Presidente da Deputación afirmava que na sua “provincia” chegava com ter a metade de municípios e que tinha “predisposición total” para fusionar.  Concorda com o Secretário Provincial do PPdG Diego Calvo?
  6. Outro colega seu, Alberto Pazos Couñago, atualmente Director Xeral de Administración Local da Xunta, dizia no 15/2/2015, que havia que deixar passar as municipais antes de retomar os processos de fusionar municípios. Esse mesmo colega, promoveu nos últimos meses decretos de subsídios a entidades municipais nos que se se procura “incentivar procesos de fusión municipal“. Como afecta a política da Xunta de incentivar a “fusión municipal” aos alcaides desse mesmo partido?
  7. Tendo em conta o anterior, e prevendo que o seu partido lhe pedirá, de obter Santiago Freire a maioria suficiente em Noia e outro tanto vostede em Lousame, que inicie o processo para fusionar os municípios, por que se vai apresentar nas próximas municipais polo PPdG? Ainda que efectivamente se retire antes de ter que levar esse tema a pleno (como se retirou Santiago Freire nesta legislatura antes de que fosse imputado o tesoureiro municipal), que nos solucionaria isso aos vizinhos de Lousame?
  8. Na verdade, de ser novamente alcaidessa e ver-se ante esse escenário durante a próxima legislatura, preferiríamos que continuasse no cargo e tivesse a valentia de negar-se a obedecer ao seu partido se este a obriga a suprimir Lousame, a que se retirasse para quedar com a consciência limpa deixando a outros a desagradável tarefa de fusionar o nosso municípo. Teria a valentia e o compromisso de fazer isso?
  9. Obviamente, os vizinhos de Lousame temos outras inquietudes sobre como se tem levado o governo municipal durante esta legislatura, e continuamos aguardando a que se nos expliquem temas como os 368.923 euros dos que se apropriou ilegalmente o ex-tesoureiro quando vostede era Tenente de alcaide, sobre os que já se ditarom sentenças. Tem pensado sincerar-se conosco sobre este e outros buratos obscuros do seu mandato?

Sem mais, aproveitamos para enviar os nossos votos para que o seu futuro fóra da política continue sendo próspero e proveitoso.

Atentamente,

As integrantes da Candidatura das Terras de Lousame.

Carta para a Soberania Alimentar de Lousame

A candidatura das Terras de Lousame vem de adotar a “Carta por una Soberanía Alimentaria desde nuestros municipios” elaborada no I Congresso Internacional de Economia Social e Solidária, celebrado em Zaragoza em novembro de 2014. O Partido da Terra de Lousame é uma das entidades que aderiram formalmente à Carta e a adotar as suas propostas, adaptadas à realidade do nosso município. A Carta original em castelhano pode descarregar-se aqui.

Sementar rebeldías

Vivimos tempos de barbarie. As políticas neoliberais e as elites que as impulsan alentan a marxinación social, o empobrecemento económico e político e a destrución de pobos, culturas, sustentos e paisaxes. Non hai aquí espazo -nin o queremos dar- para describir tanta atrocidade. Porque tamén son tempos dun novo protagonismo social que, xeneroso e consciente, está a sementar rebeldías.

Rebeldías diversas e interconectadas que conflúen en situar o coidado da vida no centro dos nosos valores e polo tanto das nosas prácticas. Rebeldías que contaxian desde o próximo, que entusiasman desde o común, que rompen, desde abaixo, con este mundo imposíbel.

Aprendemos desde elas a construír zonas libres de capitalismo e patriarcado, abrazando a cooperación, o apoio mutuo, a igualdade e o respecto a unha natureza da que somos parte. Nelas non teñen cabida as economías pensadas desde a lóxica da acumulación, senón as economías sociais e solidarias. Aquí non se entende a alimentación, e por ende a agricultura, como un negocio, aquí pensamos agriculturas que sosteñen a nosa vida e a dos territorios.

Por un municipalismo transformador

As que defendemos estes principios cremos nun municipalismo transformador que amplíe o autogoberno e a participación dentro e fóra das actuais institucións, que pode e debe apoiar a transición dun modelo de agricultura capitalista e alimentación globalizada cara á soberanía alimentaria, desde a revalorización dos criterios sociais, ambientais e de proximidade.

Defendemos os espazos locais como lugares de transformación para, de abaixo arriba, impulsar camiños cara á soberanía alimentaria.

Ante as próximas eleccións municipais apresentamos un conxunto de propostas e reflexións sobre como abordar desde o local actuacións encamiñadas a impulsar a soberanía alimentaria, formuladas en diferentes ámbitos nos que se formulan obxectivos e propostas para conseguilos. Non hai receitas. O seu espírito é o dun documento que xere, acompañe ou facilite reflexións nas ágoras de cada territorio.

Partimos da necesidade de abordar holisticamente o sistema agroalimentario do municipio, tendo en conta as dimensións horizontais (medio, saúde, cultura, patrimonio, emprego, igualdade, educación, etc.) así como as dimensións verticais da cadea (produción, transformación, almacenamento, distribución, transporte, consumo, xestión de residuos) e concibilo inserido nun contexto global.

Medidas a implementar desde o concello

No ámbito da gobernanza alimentaria:

Defendemos a necesidade de pensar os nosos sistemas agroalimentarios desde e para a cidadanía, sendo central habilitar canles de participación, deliberación e decisión sobre as estratexias alimentarias municipais que funcionen de xeito transparente e democrático.

Neste sentido, algunhas medidas a implementar poderían ser:

  1. Creación de Consellos Agroalimentarios, espazos onde participe a administración, a sociedade civil e os actores interesados, nos que se definan as estratexias a desenvolver polo municipio e se vele polo seu cumprimento.
  2. Levar a cabo unha acción política que impulse a socialización e o manexo colectivo dos bens e servizos públicos a través de novas normativas.
  3. Elaboración de plans, figuras de ordenación territorial e acordos de custodia do territorio participativos para protexer o patrimonio natural e promover as boas prácticas agrarias, involucrando no proceso os axentes locais interesados así como o persoal técnico e de investigación.
  4. Para todo iso é esencial contar coa actividade e punto de vista das organizacións de base como figuras de xestión social e sostible do territorio, así como buscar a cooperación con outros municipios, sendo parte de redes comarcais (por exemplo para a xeración de sinerxías entre Parques Agrarios, coxestión de recursos naturais, intercambios de produtos, etc.).

No ámbito da protección e xestión territorial:

Queremos manter a integración no territorio dos lugares e parroquias, conscientes das características e do valor identitario da paisaxe e dos seus elementos asociados. Por iso, é importante xestionar correctamente o uso social do territorio, buscando o equilibrio entre os espazos de produción alimentaria e os espazos naturais.

Algunhas medidas que o favorecerían poderían ser:

  1. Actualizar, ampliar ou realizar estudos e análise sobre o territorio en base a censos agrarios, mapas de cambios de uso, catastro, etc., co fin de definir, delimitar e protexer a paisaxe agraria, as concas hidrográficas e os montes en man común, así como todos os seus elementos patrimoniais.
  2. Para iso poden utilizarse figuras como Parques Agrarios municipais ou comarcais, acompañadas de Plans de Xestión e dinamización da agricultura de proximidade mediante accións concretas e orazamentos anuais.
  3. Asegurar o apoio aos montes veciñais en man común e outros bens comunais a través dunha Oficina Municipal de Apoio ás Comunidades de Montes e unha política de cooperación entre municipio e comunidades.
  4. Crear ordenanzas relativas ao chan agrario co obxectivo de aproveitar as terras agrarias infrautilizadas, tanto públicas como privadas, para a produción agroecolóxica.
  5. Impulsar hortas de autoconsumo e xardíns alimentarios en solos, parques e xardíns do municipio con dotación de infraestruturas municipais e xestionado por comunidades e colectivos veciñais.

No ámbito da dinamización do sector agroalimentario:

É esencial priorizar as políticas municipais que axuden a que máis persoas vivan nun medio rural que perde xente constantemente, a partir da dinamización do tecido económico no sector primario (agrícola, silvícola e pastoril) e nas industrias derivadas (produtos secundarios, servizos, etc.) con criterios agroecolóxicos e da economía social e solidaria, poñendo especial atención na viabilidade dos terreos establecidos e na creación de emprego dirixido a mulleres, persoas novas, desempregadas e con diversidade funcional.

Este obxectivo pode ser alcanzado a partir de:

  1. Ofrecer plans formativos municipais ou comarcais sobre prácticas agroecolóxicas, creación e manexo de cooperativas e entidades da economía social e solidaria, circuítos curtos de comercialización, transformación agroalimentaria, normativas sanitarias, etc.
  2. Fomentar a contratación de axentes de emprego e desenvolvemento local para a promoción, implantación e acompañamento de políticas activas de emprego relacionadas co sector agroalimentario e coas comunidades de montes.
  3. Facilitar o traballo remunerado das mulleres no sector mediante a adaptación da maquinaria, medidas de conciliación familiar e laboral, priorizando o seu acceso á terra ou, por exemplo, prestando asesoramento sobre a lei de titularidade compartida de explotacións agrarias.
  4. A posta en marcha de liñas financeiras, subvencións públicas e desgravacións fiscais para apoiar iniciativas de produción agroecolóxica e de proximidade, transicións da agricultura convencional á agroecolóxica, etc.
  5. Facilitar a incorporación de persoas novas ao sector mediante plans formativos, coa cesión provisional de vivenda, acceso aos recursos produtivos, etc.
  6. Impulsar a creación de empresas públicas de produción primaria e de servizos (xestión de residuos, transformación agroalimentaria, xestión forestal, etc.) e acometer cesións ou acondicionamento de infraestruturas municipais ou mancomunadas para o seu uso público (aserradoiros, matadoiros, centros loxísticos, obradoiros e cociñas).

No ámbito da xestión dos recursos produtivos:

Os recursos produtivos cos que conta o municipio deben ser a base para organizar o novo sistema agroalimentario. Para isto deben terse en conta, como xa se mencionou, as características do territorio e as formas de xestión e ordenación máis apropiadas para que exista un equilibrio entre o uso social e a conservación do patrimonio natural. Unha vez definido isto, debe garantirse un acceso aos recursos produtivos (terra, auga, sementes) xusto e sostible, priorizando a xestión colectiva e comunitaria. Por exemplo con:

  1. Creación de bancos, fondos ou outras figuras de xestión, con chan público ou privado, para facilitar o acceso á terra, xerando mecanismos que favorezan o seu intercambio e eviten o mercado especulativo.
  2. Impulsar ou apoiar bancos e feiras de intercambio de sementes, así como acordos con centros de investigación para a conservación de a diversidade xenética asociada á agricultura e a gandaría.
  3. En relación ás prácticas produtivas, impulsar o coñecemento agroecolóxico a partir da recuperación dos saberes locais.
  4. Promover un bo uso da auga a través de asesoramento, formación e axudas públicas que permitan mellorar os sistemas de rego cara a un uso máis eficiente e axeitado ás características do territorio, conservando as infraestruturas tradicionais.
  5. Sendo conscientes, tamén, da necesidade de defender os municipios de ameazas sobre os seus recursos naturais mediante declaracións como libres de fracking e libre de transxénicos, por exemplo mediante unha moción municipal á que se dea seguimento.

No ámbito da comercialización e do consumo de proximidade:

Anhelamos un tecido agrario que sustente o noso municipio con alimentos agroecolóxicos sobre a base de circuítos e canais de comercialización diversos, diferentes aos da economía capitalista e que repercutan positivamente na economía local. Estes circuítos deben integrarse e contribuír á consolidación do Mercado Social, unha rede de produción, distribución e consumo de bens e servizos con criterios éticos, democráticos, ecolóxicos e solidarios, constituída por empresas e entidades da economía social e solidaria e polos que consomen.

Para iso propoñemos:

  1. Fortalecer a compra pública alimentaria de proximidade, agroecolóxica e de comercio xusto na restauración colectiva, a partir, por exemplo, da introdución de criterios nos pregos de condicións de adxudicacións (para o comedor escolar, por exemplo).
  2. Impulso de mercados de venda directa, feiras e outras fórmulas de comercialización de alimentos de proximidade, ecolóxicos e de comercio xusto, así como facilitar a creación de grupos de consumo, por exemplo mediante a cesión de espazos loxísticos.
  3. Posta en marcha de campañas informativas e de sensibilización para mellorar o coñecemento dos citados canais de comercialización de produtos locais agroecolóxicos e incentivar o seu consumo.
  4. Estabelecer ou apoiar mecanismos de certificación participativa de produtos locais e producidos baixo criterios agroecolóxicos, tanto a nível municipal como comarcal.
  5. E en todos os escenarios de comercialización, apoiar a venda de produtos locais e ecolóxicos, con estratexias de visibilización como etiquetaxes diferenciadoras.

No ámbito do cambio cultural:

Para que os cambios de prácticas que propoñemos se manteñan, completen e enriquezan deben ir acompañados de cambios de valores. Referímonos aos valores dunha sociedade patriarcal, consumista e individualista que no sector que nos ocupa ten o seu reflexo nunha baixa valoración do rural, en reducir a alimentación a un ben de consumo máis e instrumentalizar a natureza, ademais da escasa capacidade de participación e cooperación que limita as necesarias accións de base.

Para estimular estes cambios é importante o compromiso dos gobernos locais. Algunhas medidas a ter en conta poderían ser:

  1. Revalorizar o papel das persoas do sector primario na sociedade, en especial dos agricultores e agricultoras e comuneiros e comuneiras, dándolles a palabra en espazos de debate e formación, por exemplo en centros educativos, seminarios ou talleres do municipio, como asesores en proxectos de hortas escolares e comedores colectivos ecolóxicos, favorecendo o intercambio xeracional e poñendo en valor o coñecemento tradicional. Débense priorizar os espazos formativos liderados por mulleres.
  2. Realizar accións dirixidas a revalorizar o papel da alimentación na nosa saúde, na cultura e na economía, desde a perspectiva do valor político que supoñen os coidados e a reprodución da vida.
  3. Todas as propostas transformadoras deben ir obrigatoriamente acompañadas de políticas no ámbito da igualdade de xénero, especialmente aquelas con obxectivos educativos como campañas ou actividades de formación.
  4. Fomentar con diferentes actividades formativas unha relación de respeito e reciprocidade coa natureza da que somos parte. Falar de asuntos como o aquecemento global, o abuso de pesticidas ou fertilizantes químicos na agricultura, poden ser alguns exemplos.

Primárias Abertas nas Terras de Lousame

Das municipais de maio vai depender que Lousame continue como município. Queremos apresentar uma candidatura vizinhal para evitar ser anexionados por Noia e para defender o autogoverno assemblear das paróquias e lugares de Lousame.

As integrantes da candidatura devem designar-se mediante um processo aberto e autónomo, no que se pode candidatar livremente quem queira ser a voz da sua comunidade, assumindo o programa e princípios éticos que se acordem.

O período para se candidatar estará aberto até dia 1 de fevereiro ou até que se complete o número mínimo de candidatos/as (2 por paróquia). Só é necessário enviar mensagem indicando o nome e dados de contato através do facebook de Terras de Lousame ou ao correio electrónico info@partidodaterra.net.

Antes de acabar fevereiro convidará-se a participar a todo Lousame a votar nas primárias abertas para decidir a candidatura que ganhará em maio! Participa e fica atenta às notícias do processo de primárias.

programa+principios

A Consulta do 9N chega a Lousame

Aproveitando o pulo mediático da consulta catalá deste 9 de novembro, o Partido da Terra de Lousame vem de por em andamento a sua própria “Consulta sobre o Futuro Político de Lousame”.

Durante os últimos anos especulou-se sobre o futuro político do município de Lousame e sobre a sua possibilidade de continuar, como até o de agora, como município independente, ou ser anexionado por Noia seguindo as pautas aprovadas polo governo do Partido Popular na “Ley de Racionalización y Sustenibilidad de la Administración Local”. Esta consulta informal é a última oportunidade antes das municipais de maio de 2015 para que Lousame manifeste a sua vontade neste tema.

Para isso, desde as 12:00 da noite do dia 7 até as 12:00 da noite do seguinte domingo poderá-se participar nesta consulta popular através do Facebook Terras de Lousame ou diretamente em: https://apps.facebook.com/my-polls/lousame

Além de poder optar entre que Lousame continue como município autónomo ou deixe de sé-lo, quem participe e opte pola resposta afirmativa poderá opinar sobre a fórumla de governo que deseje: ou bem o atual sistema centralizado e dependente de políticos profissionais ou um sistema descentralizado no que cada paróquia decida assemblearmente pola sua conta e no que a Alcaidia apenas se dedique a ratificar o que mande a vizinhança.

Finaliza o processo de assembleias paroquiais abertas com encontro em defesa do rural

O PT celebrou assembleias em Tojos Outos, Lesende, Vila Cova, Fruime e Cambonho, nas que foi unânime o rechaço à fusão com Noia e o apoio às propostas de autogoverno paroquial assemblear.

No meio-dia do domingo 18 de maio teve lugar na antiga escola da Filgueira, construída pola vizinhança e mineiros da CNT na primeira metade do século XX, a última das assembleias paroquiais abertas convocada polo Partido da Terra de Vila Cova. Durante a última semana o PT celebrou assembleias em Tojos Outos, Lesende, Vila Cova, Fruime e Cambonho, nas que foi unânime o rechaço à fusão com Noia e o apoio às propostas de autogoverno paroquial assemblear.

Enquadradas na campanha do PT paroquial, que pretende fazer das eleições de 25 de maio uma consulta popular sobre o assunto, as assembleias tinham precisamente como finalidade informar os vizinhos sobre os planos de fusão dos concelhos de Noia e Lousame e explicar as possibilidades de autogoverno das nossas paróquias.

Discutiu-se a possibilidade de uma candidatura vizinhal para 2015 na que as pessoas candidatas devem ser designadas e responder ante as assembleias paroquias.

As propostas foram bem acolhidas por todas as pessoas assistentes, onde cada quem teve a oportunidade de oferecer ideias para atuar conjuntamente frente a hipótese de que a fusão de Lousame e Noia se pudesse concretizar depois das municipais de 2015. Conscientes do abandono e desantenção ainda maiores que isto suporia, discutiu-se a possibilidade de uma candidatura vizinhal para 2015 sob a cobertura formal do Partido da Terra mas na que as pessoas candidatas devem ser designadas e responder ante as correspondentes assembleias paroquias.

Organizou-se um ato pola defesa do rural, convocada na Galiza polo Partido da Terra de Vila Cova.

Aproveitando a celebração deste último encontro no dia 18, organizou-se um ato pola defesa do rural, convocada na Galiza polo Partido da Terra de Vila Cova e que secundaram no mesmo dia outras organizações em diversas partes da península. O ato finalizou com a leitura do Manifesto “O futuro é rural: defende-o!” que está disponível na página web do Partido da Terra.