Arquivo da tag: mandato imperativo

Candidatura das Terras de Lousame

Apresentamos as integrantes da candidatura Terras de Lousame para as municipais de maio de 2015, fruto do processo de primárias abertas. As integrantes da Candidatura assumem o princípio de que todas as vizinhas de Lousame somos Políticas, tendo apenas a responsabilidade adicional de servir gratuitamente como mensageiras entre o município e as assembleias das comunidades. Por isso, nas Terras de Lousame as assembleias mandam e a candidatura obedece.

Iolanda Mato Creo
Iolanda Mato Creo

Iolanda Mato Creo, de Paulos (30 anos) é vizinha de Frojám (Vila Cova), mãe e tradutora-intérprete juramentada. Licenciou-se em Tradução pola Universidade de Vigo e concluiu o Mestrado em Edição com uma tese sobre a dinamização da biblioteca escolar do CEIP Cernadas de Castro.

Ramón Servia
Ramón Servia

Ramón Servia, de García (34 anos) é de Cernande (Tállara) e traballa  na investigación e desenvolvemento de novos cultivos agrícolas na súa propia explotación, sendo enxeñeiro técnico agrícola. É un dos promotores do festival de cine rural de Roca, integrado na rede Cine Grande en Pequeno.

José Tubio Rodríguez
José Tubio Rodríguez

José Tubio Rodríguez (35 anos) é de Águas Santas (Rois) e casou para Lousame. Estudou engenharia florestal, engenharia de montes e direito. Trabalhou na exploração agrária familiar, como chefe de formação do centro de experimentação agrária de Becerreá e, atualmente, no ministério de administrações públicas.

Silvia Cao Tubío
Silvia Cao Tubío

Silvia Cao Tubío (25 anos) é da parroquia de Lesende. Formouse como técnica superior en paisaxismo e medio rural e quere continuar a vivir e traballar na e para a súa aldea (e non da política, nin en Noia). Ten interese na promoción do cultivo ecolóxico de plantas medicinais e nos remedios naturais.

Manuel Oliveira
Manuel Oliveira

Manuel Oliveira Vidal, de Rosa (36 anos) é de San Xusto de Toxos Outos. Como profesional autónomo traballa desde hai anos no setor da albanelaría. É unha persoa activa na parroquia onde vive, sendo co-partícipe e vice-presidente da xunta de goberno da Comunidade de Augas de San Xusto.

Eduardo Filgueira Canle
Eduardo Filgueira Canle

José Eduardo Filgueira Canle (38 anos) é de Saramagoso, na parroquia de Fruime. Traballa na rehabilitación de fachadas, pintura e outras obras. Como veciño, preocúpase do coidado e xestión das infraestruturas públicas no seu entorno, que deberían volver ao ámbito de decisión das comunidades.

Lucia Rodríguez Cao
Lucia Rodríguez Cao

Lucia Rodríguez Cao, de Cao (37 anos) é de Frojám (Vila Cova). Estudou magistério e puericultura é autora de três livros infantis, Joana e a Lua, Joana e a Rã da Branha Nova e O Luzecu, todos ambientados em Lousame. Trabalha cuidando crianças, incluindo a sua própria. Anteriormente trabalhou no Serviço de Prevenção de Incêndios.

Joám Evans Pim
Joám Evans Pim

Joám Evans Pim (31 anos) casou para Lousame sendo originariamente de Rianxo. Combina o cultivo ecológico de lúpulo e a elaboração de cerveja com a paternidade e o trabalho de assessor em saúde pública. É Licenciado em Antropologia e em Jornalismo e está a completar o doutoramento na Finlândia.

Luis Rey González
Luis Rey González

Luis Rey González (24 anos) é natural da parroquia de Hermedelo, en Rois, ainda que vive desde hai dezaseis anos en Aldea Grande de Lousame. Estudou no CPI Cernadas de Castro, gústalle a música, xogar ao fútbol e andar en bicicleta e valora especialmente realacionarse cos amigos e veciños.

José de Cao
José de Cao

José Rodríguez Cao, de Cao (41 anos) é de Frojám (Vila Cova) e trabalha no serviço de prevenção de incêndios forestais.  Formou-se como capataz agrícola no Centro de Experimentação Agroforestal de Sergude e tenta recuperar as diversas variedades tradicionais de Lousame para o seu cultivo ecológico.

Votar cada 4 anos? E se governasses ti cada dia?

E se nos governássemos nós sem depender dos políticos profissionais?

De vez em quando, os partidos de políticos profissionais andam detrás do teu voto com promessas para as nossas aldeias, para a nossa paróquia, ou para ti e os teus. Bem sabes onde acabam essas promessas…

Realmente é “democracia” votar cada 4 anos para que che governem outros às tuas costas? E se nos governássemos nós cada dia sem depender dos políticos profissionais? Como?

O Partido da Terra de Vila Cova forma parte duma mancomunidade de iniciativas locais que defendem o autogoverno comunitário. Está pensado como plataforma para que as comunidades poidamos intervir diretamente no governo municipal através de assembleias de aldeia ou paróquia (como as próprias comunidades de montes vizinhais). Só que sem ter que prestar obediência a um partido. O único partido é a nossa comunidade, as nossas aldeias e a nossa paróquia, e o programa é aquilo que a assembleia vizinhal decida.

O Partido da Terra de Vila Cova forma parte duma mancomunidade de iniciativas locais que defendem o autogoverno comunitário.

Se a paróquia de Vila Cova apoia a candidatura feita por e para ela, e coordenando-nos para fazer o mesmo nas outras paróquias de Lousame, podes estar certo de que estará no município com voz própria e capacidade de decidir.

Para garantir que as pessoas que resultem eleitas pola candidatura comunitária respondam ante a vizinhança, estas devem comprometer-se a:

  1. Votar e defender no município o que decidam os vizinhos em cada assembleia.
  2. Garantir, através de ordenaça municipal, a capacidade de decidir das aldeias e paróquias em todos os assuntos políticos.
  3. Renunciar a cobrar, pois levar ao município o decidido nas assembleias vizinhais nunca deve ser um trabalho remunerado. Trabalhar executando o mandato dos vizinhos é tarefa dos funcionários e técnicos municipais. As pessoas eleitas só deveriam ser compensadas economicamente por gastos de deslocamento ou, de ser absolutamente necessário, por horas subtraídas do próprio trabalho habitual de cada quem.

É isto possível?

Pois é. E há precedentes. Há mais de 100 municípios no Estado nos que todas as pessoas têm o estatuto de concelheiras simplesmente por serem vizinhas do lugar, e onde é a assembleia chamada “concelho aberto”, na que todos têm voz e voto, a que decide sobre os assuntos do município. Este tipo de autogoverno ativo, normal em países como a Suíça, tem profundas raízes históricas na nossa Terra e pode ser recuperada através dos passos que aqui se apresentam.

Porque todos somos políticos, desalojemos a política profissional de Vila Cova e Lousame!