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Carta Aberta a Teresa Villaverde

Prezada Teresa Villaverde:

Esta semana recebemos com grande alívio a sua entrevista televisiva (e citada noutros periódicos) na que afirmava preferir retirar-se da política antes de ver Lousame fusionado no município de Noia. Como pode imaginar, todos estes anos de silêncio pola sua parte e pola do seu predecessor no cargo, que agora se apresenta à alcaidia de Noia, mantivo-nos preocupados a bastantes vizinhos de Lousame. É de agradecer que agora, a duas semanas de se convocarem as municipais, se sincere conosco e nos tranquilize. No entanto, quedamos com certas dúvidas que queremos compartir publicamente e que talvez nos poida aclarar.

  1. Na notícia assegura que é desde o município de Noia onde se está a “barallar dende fai xa uns meses” a possibilidade de fusionar as duas entidades. No entanto, Rafael Guerrero nada tem dito (publicamente) sobre o assunto desde as suas conversas com Santiago Freire em 2012. Poderia explicar o quê se tem feito ou dito desde Noia nos últimos meses?
  2. Fusionar é sempre cousa de dous. Botamos em falta que nos aclare o ponto de vista do seu colega Santiago Freire, que agora se apresenta às municipais por Noia e que no seu dia manifestou que o processo “pode que acabe dando-se” e que “teria que figurar nos programas eleitorais”. Retirará-se Santiago da política antes de fusionar Noia e Lousame? Levará o PP os processos de fusionar municípios no seu programa?
  3. Em 2012 produziram-se conversas entre Santiago Freire e Rafael Guerrero para fusionar os dous municípios. Quando nos manifestamos e pedimos que se explicara o que havia na mesa a resposta foi silêncio. Tem pensado aclarar publicamente, antes de acabar a legislatura, em que consistiram aquelas conversas? Está relacionada a candidatura de Santiago Freire à alcaidia de Noia com a falta de acordo naquela altura?
  4. Insiste que “a palabra fusión non existe para Teresa Villaverde nin para o grupo que a acompaña“. Isto contrasta com as ideias dos principais cargos do seu partido, expressadas publicamente nos últimos meses. Por exemplo, o 22/02/2015 o Secretario de Organización do PPdG dizia: “La fusión de municipios debe ser por decreto, de arriba a abajo (…) Si en Galicia dejáramos a la voluntad de las personas este tema, lejos de fusionar municipios habría más segregaciones.” Concorda com o Secretário de Organización do PPdG José Crespo?
  5. Pouco antes, o 6/07/2014, o Secretario Provincial do seu partido e Presidente da Deputación afirmava que na sua “provincia” chegava com ter a metade de municípios e que tinha “predisposición total” para fusionar.  Concorda com o Secretário Provincial do PPdG Diego Calvo?
  6. Outro colega seu, Alberto Pazos Couñago, atualmente Director Xeral de Administración Local da Xunta, dizia no 15/2/2015, que havia que deixar passar as municipais antes de retomar os processos de fusionar municípios. Esse mesmo colega, promoveu nos últimos meses decretos de subsídios a entidades municipais nos que se se procura “incentivar procesos de fusión municipal“. Como afecta a política da Xunta de incentivar a “fusión municipal” aos alcaides desse mesmo partido?
  7. Tendo em conta o anterior, e prevendo que o seu partido lhe pedirá, de obter Santiago Freire a maioria suficiente em Noia e outro tanto vostede em Lousame, que inicie o processo para fusionar os municípios, por que se vai apresentar nas próximas municipais polo PPdG? Ainda que efectivamente se retire antes de ter que levar esse tema a pleno (como se retirou Santiago Freire nesta legislatura antes de que fosse imputado o tesoureiro municipal), que nos solucionaria isso aos vizinhos de Lousame?
  8. Na verdade, de ser novamente alcaidessa e ver-se ante esse escenário durante a próxima legislatura, preferiríamos que continuasse no cargo e tivesse a valentia de negar-se a obedecer ao seu partido se este a obriga a suprimir Lousame, a que se retirasse para quedar com a consciência limpa deixando a outros a desagradável tarefa de fusionar o nosso municípo. Teria a valentia e o compromisso de fazer isso?
  9. Obviamente, os vizinhos de Lousame temos outras inquietudes sobre como se tem levado o governo municipal durante esta legislatura, e continuamos aguardando a que se nos expliquem temas como os 368.923 euros dos que se apropriou ilegalmente o ex-tesoureiro quando vostede era Tenente de alcaide, sobre os que já se ditarom sentenças. Tem pensado sincerar-se conosco sobre este e outros buratos obscuros do seu mandato?

Sem mais, aproveitamos para enviar os nossos votos para que o seu futuro fóra da política continue sendo próspero e proveitoso.

Atentamente,

As integrantes da Candidatura das Terras de Lousame.